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Na quinta-feira, 8 de outubro do ano em curso, um cidadão desapareceu
quando regressava da sua machamba, no Posto Administrativo de Kwe-Kwe, distrito
de Balama, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
Segundo informações disponíveis, o cidadão é natural do mesmo posto
administrativo e foi membro da Polícia da República de Moçambique (PRM), tendo
atingido a patente de superintendente-principal antes de passar à reserva.
Ao aperceberem-se da demora do seu familiar, os parentes, amigos e outras
pessoas próximas começaram a procurá-lo, dirigindo-se à sua machamba. Durante
as buscas, encontraram a bicicleta do cidadão abandonada pelo caminho.
Desde sábado, dia 10 de outubro, familiares, amigos e membros da comunidade
estão empenhados nas buscas, na tentativa de localizar o cidadão desaparecido.
Segundo os populares, trata-se de um caso raro naquela região. Até ao
momento, não há confirmação oficial da morte do cidadão, uma vez que o seu paradeiro
continua desconhecido.
Entre as hipóteses levantadas pela população, há quem admita a
possibilidade de o cidadão ter sido vítima de um crime, tendo em conta a
situação de insegurança que se vive na província. Outros suspeitam que possa
ter sido levado por um grupo de malfeitores, considerando que várias pessoas se
deslocavam à sua machamba para trabalhar e obter algum rendimento, de modo a conseguirem
comprar produtos básicos, como sabão. No entanto, não foram apresentadas provas
que confirmem qualquer uma destas hipóteses.
ʺUltimamente, parecia que ele poderia ter sido agredido na cabeça, pois, na
sua machamba, pagava sem muito controlo às pessoas que lá iam trabalhar. Por
isso, não se pode descartar a possibilidade de ter sido agredido, uma vez que
costumava transportar consigo quantias avultadas de dinheiroʺ, afirmaram
algumas pessoas da região e próximas do cidadão desaparecido.
Por outro lado, alguns familiares levantam a hipótese de o desaparecimento
estar relacionado com práticas ou crenças a que o cidadão estaria associado nos
anos anteriores, referindo-se ao termo «magini» e sugerindo que poderia ter
desaparecido juntamente com os chamados «anões». Contudo, esta versão não foi
confirmada. Abel Buruhane
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