A administradora do distrito da Ilha de Moçambique, Josina Taipo, defendeu
a necessidade de reforçar a protecção dos direitos da rapariga, incentivar a
continuidade dos estudos e combater os casamentos prematuros, durante as
celebrações do Dia Internacional da Rapariga, assinalado neste domingo, 11 de
Outubro.
A cerimónia teve lugar na Escola Básica de Jembesse e reuniu representantes
da educação, parceiros de cooperação, professores, mentores e alunos, num
evento marcado por apresentações culturais, cantos, danças e demonstrações de
talentos, com mensagens centradas nos desafios e nas oportunidades para as
raparigas.
Na sua intervenção, Josina Taipo apelou ao envolvimento conjunto das
famílias, dos professores, dos parceiros e dos rapazes na criação de um
ambiente seguro e favorável ao desenvolvimento das raparigas, destacando a
importância de garantir a sua permanência no sistema de ensino.
A dirigente sublinhou que a educação constitui uma ferramenta fundamental
para ampliar as oportunidades e assegurar um futuro melhor às meninas,
defendendo que todas devem ter condições para concluir os estudos e concretizar
as suas aspirações.
Segundo a administradora, a rapariga de hoje pode tornar-se na professora,
enfermeira ou dirigente de amanhã, pelo que a sua formação não deve ser
interrompida por práticas como os casamentos prematuros ou outras barreiras
sociais.
A celebração do Dia Internacional da Rapariga na Ilha de Moçambique
reafirma a importância da promoção dos direitos das meninas, da igualdade de
oportunidades e do combate a práticas que comprometem o seu desenvolvimento
pessoal, académico e profissional.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de sensibilização para a construção
de uma sociedade em que todas as raparigas possam crescer, estudar e realizar
os seus sonhos sem discriminação. (Fátima
Abacar)
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