Membros da Polícia da
República de Moçambique (PRM) e das Forças Armadas de Defesa de Moçambique
(FADM) que realizam serviços de protecção à uma empresa de exploração de areias
pesadas em Moma, província de Nampula queixam-se de estar a ser perseguidos e
maltratados por ladrões altamente perigosos que actuam na zona.
Neste ano, por
exemplo, o foco principal dos ataques aos membros das forças de defesa e
segurança, como policiais e militares somam oito casos, sendo que o mais
recente foi sábado. Um militar foi supostamente maltratado enquanto se
encontrava no seu posto de trabalho.
Segundo uma fonte,
dentre os agentes ali afectos, os criminosos apareceram em grande número, entre
10 a 15 pessoas, gerando um clima de medo entre os policiais e militares que
realizam a segurança nesses locais.
"Desde o início
deste ano, já foram registadas 8 vítimas. Além de serem sequestrados, os
militares e policiais são amarrados, e o material valioso (como cobre) é
roubado. O assunto é de conhecimento das autoridades competentes, mas, até
agora, não houve uma resposta efectiva da parte das autoridades", disse a
fonte.
Refere a fonte que
"os responsáveis por esses ataques são bem organizados", e sugere que
"há uma possível colaboração de alguns funcionários da própria empresa,
que facilitam o processo ao fornecer informações e até supervisionar as acções
dos criminosos. Isso tem contribuído para a continuidade dos crimes, tornando o
problema ainda mais grave". (BP)

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