A população do posto administrativo de Matchedje, no distrito
de Sanga, em Niassa, norte de Moçambique solicita ao governo a alocação de uma
ambulância para o centro de saúde do II Congresso.
Segundo a população, a alocação desse meio de transporte
ajudará a minimizar o sofrimento enfrentado atualmente, especialmente no que se
refere à evacuação de doentes, para que possam ser encaminhados a um hospital
com condições adequadas para o atendimento. Além disso, isso reduziria a
necessidade de transferências para o vizinho país da Tanzânia, que têm sido
recorrentes.
"Em caso de emergência, enfrentamos grandes dificuldades.
Ligamos para a ambulância do Hospital Distrital de Malulu e, em algumas
ocasiões, ela está ocupada ou chega tarde. Às vezes, nem chega devido à
distância e ao estado precário da estrada de acesso."
Além disso, os moradores afirmam que, principalmente nas
comunidades de Mohola, Matchedje-Aldeia e II Congresso, quando os pacientes
estão em estado grave e necessitam de um hospital qualificado para todos os
tipos de exames, acabam tendo que recorrer à Tanzânia devido aos altos custos
de transporte e às condições das vias de acesso.
"Para ir até a vila sede do distrito, em Malulu, ou até a província de Lichinga, preferimos ser evacuados com guia para a Tanzânia, devido ao custo do transporte. A viagem custa 2.000 meticais até o hospital provincial ou 1.500 meticais até a sede do distrito”.
A situação e difícil no tempo chuvoso “Durante a estação
chuvosa, pagamos 1.000 meticais para a sede do distrito e 1.500 meticais para a
capital, o que é difícil para nós, pois nossa renda vem da produção. Já para a
Tanzânia, o custo é de 300 meticais, o que corresponde a 200 xelins ida. Isso
também se deve ao péssimo estado das vias de acesso no nosso país, onde às
vezes levamos dias para chegar ao destino. Com essas dificuldades, sentimos que
estamos isolados pelo governo moçambicano, que se esqueceu de que foi aqui onde
a FRELIMO foi fundada. Não merecemos
passar por esses problemas."
Além da ambulância, a população solícita também ao governo a
reposição de uma parteira e a reabertura da maternidade, que atualmente foi
transformada em residência para os funcionários da saúde. Vale ressaltar que a
população contribuiu para a construção daquele edifício com 20% dos fundos do
troféu oriundos da empresa Lupilichi Wildrens. (Ma Mataca)

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