Membro da Força Local é acusado de pertencer a um grupo que arranca órgãos genitais no distrito de Macomia

Um membro da Força Local foi acusado de pertencer a um grupo de pessoas que arrancam órgãos genitais no distrito de Macomia, concretamente no bairro Changane. A denúncia partiu do seu próprio vizinho, o que levou ao seu desaparecimento na noite de ontem, por volta das 18h30.

Durante uma conversa entre cinco pessoas, o acusado apareceu de repente, cumprimentando e tentando apertar as mãos dos presentes. Alguns recusaram e questionaram-no: “Você não sabe que, nestes dias, esse tipo de saudação é perigoso?” No entanto, o seu vizinho, por o conhecer, não suspeitou de nada e aceitou o cumprimento. Minutos depois, a vítima começou a sentir que o seu órgão genital estava a desaparecer, e os amigos abandonaram-no por medo.

A vítima apresentou o caso a outros vizinhos e conhecidos, que foram ao encontro do acusado. Este acabou por devolver o órgão, mas já sem força e sem funcionamento. Segundo a vítima, ao tentar manter relações com a sua esposa, não teve sucesso.

Na manhã seguinte, os residentes de Changane reuniram-se para compreender melhor o caso e confrontar o acusado. No entanto, não houve sucesso, pois os seus colegas chegaram rapidamente e levaram-no para o quartel.

Após a investigação, o acusado negou o ocorrido, enquanto a vítima insiste que ele é o responsável. O membro da Força Local foi advertido de que, caso se confirme o seu envolvimento, poderá ser morto pela população, sem qualquer intervenção, uma vez que terá ameaçado a vítima com uma arma na noite após o acontecimento.

Assim, ele passará a ser vigiado pelos seus próprios colegas, em conjunto com a população. Ainda assim, os residentes afirmam que ele foi protegido pelos colegas ao ser levado para o quartel, e acreditam que sabe mais do que diz. O medo das armas que ele e os seus colegas portavam impediu a população de agir. (BP)

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