Por onde andam as nossas forças? Perguntam residentes de Macomia-sede



Os homens armados e desconhecidos fazem patrulhamento na vila-sede do distrito de Macomia, uma região bastante protegida pelas forças. 

A população da vila-sede do distrito de Macomia queixa-se da falta de segurança nos bairros, devido às mortes que têm ocorrido semanalmente, sobretudo no bairro de Nanga, onde os residentes afirmam não se sentir seguros.

Neste ano de 2026, fontes locais indicam que já foram registadas mais de dez mortes e vários casos de sequestro atribuídos a homens armados que realizam patrulhas nos bairros de Macomia. Segundo relatos, esses homens, por vezes, aparecem trajando uniformes da Força Local e portando armas, o que contribui para intimidar a população.

Nos últimos meses, verifica-se também a ausência de patrulhamento regular por parte das Forças de Defesa e Segurança (FDS) nos bairros, situação que tem favorecido o aumento dos casos de sequestro e homicídio na vila-sede. A população afirma ter apresentado várias reclamações às autoridades competentes, mas lamenta que nenhuma mudança significativa tenha ocorrido.

Como exemplo, na noite de 31 de maio de 2026, no bairro de Nanga, um comerciante foi mortalmente baleado. Actualmente, os casos de sequestro e morte tornaram-se frequentes no distrito de Macomia. Além disso, regista-se uma fraca movimentação comercial no mercado central do distrito, uma vez que muitos comerciantes têm receio de exercer as suas atividades.

A maioria das vítimas de sequestro e homicídio são comerciantes. Durante as suas ações, os homens armados alegam que as pessoas sequestradas são indivíduos que receberam dinheiro para prestar determinados serviços e que, segundo eles, não cumpriram os compromissos assumidos. Por essa razão, afirmam que essas pessoas serão capturadas ou mortas. Estas são declarações atribuídas aos homens armados e desconhecidos apontados como responsáveis pelos atos.

A população afirma não ver resultados do trabalho das FDS no distrito. Segundo os residentes, quase todos os dias os homens armados circulam pelos bairros, enquanto as Forças de Defesa e Segurança raramente são vistas nessas áreas.

Além disso, muitos moradores têm receio de fornecer informações às autoridades, devido às ameaças que recebem. Perguntas como “Você viu como aconteceu?”, “Para onde foram?” ou “Por que passaram por aqui?” podem fazer com que uma pessoa se torne alvo de suspeitas ou represálias por parte desses grupos. A população considera que a situação está a agravar-se cada vez mais. (BP)

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