Desde o início de abril, Moçambique enfrenta uma crise no abastecimento de combustíveis, sobretudo de gasolina e gasóleo (diesel). Passados quase quatro meses, o distrito de Nacala-Porto, na província de Nampula, continua a registar escassez destes produtos, apesar de possuir um dos principais portos de águas profundas da África Austral.
Na manhã desta segunda-feira, a equipa do Mozanorte, destacada em Nacala-Porto, visitou alguns postos de abastecimento localizados na periferia da cidade. No local, constatou que vários estabelecimentos se encontravam sem combustível, impossibilitando o atendimento aos consumidores.
Em conversa com a nossa equipa, embora sem gravação de entrevista, vários residentes manifestaram preocupação e descontentamento com a situação. Segundo relataram, o problema persiste há vários meses e alguns postos recebem combustível apenas uma vez por semana, quantidade considerada insuficiente para responder à procura no distrito.
Os moradores afirmam ainda que a escassez tem favorecido o crescimento do mercado paralelo, onde o combustível é comercializado de forma informal e a preços elevados. De acordo com os relatos, o litro é vendido entre 120 e 140 meticais.
A crise de combustível em Nacala-Porto já dura há mais de 90 dias, afetando a mobilidade de cidadãos, transportadores e diversas atividades económicas, enquanto a população continua a aguardar uma solução para o problema. (Gabriel Cassimo)

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