Detidos apresentam versões distintas sobre origem do marfim apreendido em Nampula

 

Os três indivíduos detidos e que nesta segunda-feira (13), foram apresentados em Nampula cidade, pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, por alegada tentativa de comercialização de marfim, apresentaram versões diferentes sobre a proveniência e a posse das quatro pontas de marfim apreendidas durante a operação.

Um dos suspeitos, de 33 anos, admitiu ter sido encontrado na posse do marfim no bairro Carrupeia, mas afirmou que o produto pertence ao seu primo. Segundo o detido, desconhece a origem das peças e limitava-se a procurar um comprador disposto a pagar 300 mil meticais. Acrescentou que o potencial comprador era um cidadão estrangeiro, enquanto a intermediação do negócio era feita por um cidadão moçambicano.

Por sua vez, o segundo detido, de 28 anos, negou ser o proprietário do marfim, alegando que as peças pertencem a um amigo, antigo funcionário das Alfândegas de Moçambique. De acordo com o suspeito, o amigo pediu-lhe para guardar o marfim na sua residência desde 2011, tendo servido apenas como objeto de adorno durante esse período.

Já o terceiro acusado declarou que desempenhava apenas o papel de intermediário na transação. Segundo o seu relato, foi contactado para encontrar um comprador e, sem saber, acabou por negociar com um indivíduo que colaborava com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) numa operação encoberta para desmantelar o alegado esquema de tráfico. O suspeito confirmou que o negócio estava avaliado em 1,3 milhão de meticais. (Mozanorte)

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