Elogiado por alguns pela alegada boa gestão da coisa pública e criticado por outros devido, por exemplo, na questão de atrasos no pagamento de salários, o edil de Montepuez rejeita as acusações de má gestão dos autocarros municipais disponibilizados para o transporte público na segunda maior cidade da província de Cabo Delgado, cujas denúncias foram expressas ao longo da semana.
Em conferência de imprensa realizada naquela cidade, nesta terça-feira, Cecílio Chabane justificou que a paralisação dos autocarros se deve à falta de combustível em duas bombas subcontratadas para prestar serviços de abastecimento.
"Nós temos dois fornecedores e essas empresas estão sem combustível. Quando interromperam o fornecimento, comunicaram-nos", disse, acrescentando que a situação poderá prolongar-se por duas a três semanas.
"Nós, como município, não parámos os carros porque haja qualquer problema", afirmou Chabane, reivindicando o título de melhor gestor municipal.
Embora tenha admitido a existência de problemas relacionados com o pagamento de salários aos trabalhadores, o edil de Montepuez referiu que a falta de combustível ocorreu poucos dias depois de o município ter efetuado um pagamento superior a cinco milhões de meticais às empresas fornecedoras.
O edil afirmou ainda que não houve qualquer manifestação por parte dos motoristas e que ninguém apresentou reclamações, apesar de reconhecer que existem problemas salariais na edilidade.
"Não tem a ver com má gestão, falta de dinheiro ou manutenção, mas sim com a falta de combustível por parte dos fornecedores", insistiu.
Ainda assim, alguns funcionários consideram que o atraso no pagamento dos salários compromete qualquer reconhecimento da qualidade da gestão do edil, uma vez que centenas de famílias de trabalhadores enfrentam dificuldades e, segundo eles, passam fome. (MOZANORTE)

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