Mecanhelas: administradora questiona conhecimento da história do país na juventude



A administradora de Mecanhelas, Adélia Alberto, questionou o domínio da história de Moçambique por parte dos cidadãos, particularmente da juventude, depois de algumas perguntas lançadas durante as cerimónias do Dia da Vitória terem sido recebidas com silêncio.

O episódio ocorreu esta segunda-feira, 7 de Setembro, no local de comícios da vila municipal de Insaca, durante o seu discurso alusivo à data que assinala a assinatura o Dia da Victória.

Ao interagir com os presentes, Adélia colocou questões relacionadas com momentos marcantes da história nacional, incluindo a razão pela qual a Independência de Moçambique foi proclamada a 25 de Junho e os intervenientes na assinatura dos Acordos de Lusaka.

A ausência ou hesitação nas respostas levou a administradora a defender que os discursos sobre datas históricas não devem limitar-se à leitura de mensagens preparadas.

Na sua perspectiva, as cerimónias devem incorporar momentos de debate, com perguntas e respostas, para permitir que os participantes não sejam apenas ouvintes, mas também intervenham e demonstrem o que sabem sobre a história do país.

“Não podemos simplesmente ler o discurso e sair”, defendeu a governante, sustentando que é necessário assegurar a transmissão efectiva da mensagem e criar espaço para a sua discussão.

Para Adélia Alberto, a adopção deste modelo poderá contribuir para despertar maior interesse pela história nacional, sobretudo entre os jovens, e transformar os discursos oficiais em momentos de aprendizagem, reflexão e participação. (Jaime Paculeque)

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