O combustível que deveria ser usado nas patrulhas de viaturas militares estará a ser vendido a revendedores do mercado negro na aldeia de Massassi, em Nanjua, distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado.
Segundo populares da aldeia de Nanjua, após o encerramento da bomba de combustível
da Camel, a população passou a adquirir o produto junto de militares do quartel
de Macara, vulgo Nacolo, localizado ao longo da Estrada Nacional número 14
(EN14).
“É um combustível que deveria servir para casos de emergência, uma vez que
a província não está segura”, disse Nelito Suala.
Suala avançou que, diariamente, os militares podem vender, no mínimo, cinco
unidades de combustível a revendedores. Segundo o mesmo, trata-se de
combustível disponibilizado pelo Governo para responder a situações de
emergência, mas que estaria a ser desviado para a venda.
O entrevistado questiona ainda os mecanismos de entrada e saída do
combustível do quartel: “Quando trazem o combustível, entra por que via? E,
quando sai para ser vendido, qual é a via utilizada?”
Na sua perspectiva, se o combustível sai do quartel para ser comercializado
nas aldeias, poderá existir uma rede de pessoas envolvidas no processo.
Os populares apontam ainda que parte do dinheiro resultante da venda do
combustível estaria a ser usada na compra de bebidas alcoólicas para consumo.
Segundo os mesmos, esta situação pode contribuir para o surgimento de conflitos
entre militares e populares.
As alegações carecem, contudo, de confirmação junto das autoridades
militares e administrativas competentes. (Mozanorte)
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