64 professores morreram em Cabo Delgado desde 2017, dos quais 16 foram assassinados e cerca de 48 perderam a vida vítimas de diferentes doenças desde Outubro de 2025, segundo dados divulgados pela Organização Nacional dos Professores (ONP).
Os números foram apresentados esta segunda-feira, em Metuge, pela secretária provincial da ONP, Atija Assane, durante as celebrações do Dia Nacional da organização, que se assinala a 12 de Outubro.
Apesar de não haver registo de assassinatos de professores na província em 2026, a organização alerta que os ataques terroristas continuam a ameaçar a segurança dos profissionais da educação e a comprometer a estabilidade do processo de ensino e aprendizagem.
Entre os docentes que morreram por doença desde Outubro do ano passado, 10 eram mulheres. A situação evidencia os desafios enfrentados pela classe, que continua a exigir melhores condições de trabalho e garantias de segurança para exercer as suas funções.
No mesmo evento, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, anunciou a contratação de 215 professores em 2026, dos quais 87 são mulheres, bem como de 700 alfabetizadores.
O governante informou ainda que 176 profissionais da educação beneficiaram de assistência social e anunciou actos administrativos que deverão abranger 12.044 funcionários, através de promoções, progressões e mudanças de carreira.
A protecção dos docentes e o reforço dos recursos humanos continuam, assim, entre os desafios do sector da educação numa província marcada pela violência armada e pelas perdas humanas, foi defendido por varios doencentes. (Mozanorte)
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