O desleixo das autoridades em intervir em furos avariados obriga a
população do Bairro Mondlane a percorre longas distâncias para ter acesso a
água potável, na vila municipal de Insaca, distrito de Mecanhelas, no Niassa
norte de Moçambique.
Está difícil o dia-a-dia dos moradores do bairro Eduardo Mondlane, o mais
populoso da vila se Insaca, para ter acesso ao líquido preciso. A situação
deve-se a avaria de quatro furos naquela zona, que não são reparados há longo
tempo.
Populares acusam de falta de vontade por parte das autoridades de
solucionar o caso. Por conta disso, os moradores, são obrigados a a fazerem
longos
percursos com recipientes nas carinhas de mão ou bicicletas à caça do
líquido, geralmente em outros bairros.
Assuia Capita e Luísa Agostinho, idosas de mais de 60 anos, moradoras do
bairro Mondlane, narram de forma unânime, como é difícil dia-a-dia com o
programa, dada a sua idade.
"Temos mandado crianças para pedirem por nós nas casas onde existem
poços, tem havido dificuldades para conseguir", contam.
Fala-se de quatro furos avariados em vários pontos, sendo o mais recente há três meses. Segundo confirma Cardoso Arsone, morador.
"Todos poços desta área estão avariados, só ficou do mercado e nós não
usamos lá, porque não nos pertence", disse.
A gravidade da situação obriga alunos a atrasarem ou a irem à escola sem
fazer limpeza corporal devido a falta de água.
"Temos pedido nos poços na baixa, porque aqui no centro não tem furo. As
vezes têm ido à escola sem tomar banho" lamentou Rosita Jacinto, aluna
residente no bairro Mondlane.
Os Residentes pedem a quem é de direito para solução o mais rápido possível
do problema.
"Não tenho nada a dizer, o que eu peço é água para o nosso bairro e as
pessoas que são de direito que façam isso dentro deste mês, seja breve", exigiu
Marta Alberto, moradora.
Sem gravar a entrevista, o responsável da área ao nível do conselho
municipal de Insaca, fez saber a jornalista, da acção em curso de levantamento
de furos avariados na área autárquica para a posterior, encontra-se possível
solução. Jaime Paculeque




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