População de Quinga passa a noite nas matas devido à presença de oito embarcações desconhecidas



No posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, província de Nampula, a população local vive constantes momentos de tensão, sendo frequente a movimentação de um lado para o outro, chegando a passar noites nas matas devido a boatos e desinformações disseminadas por alguns residentes.

Há cerca de duas semanas, a população voltou a refugiar-se nas matas após a presença de um navio nas águas entre Liupo e Angoche. O episódio gerou medo e insegurança, levando muitos residentes a procurarem locais considerados mais seguros para se esconderem.

Mais recentemente, no dia 26 de Janeiro de 2026, por volta das 21 horas, os residentes daquele posto administrativo voltaram a dormir nas matas após a visualização de oito embarcações desconhecidas, que saíam da zona de Mugincual em direcção a Angoche.

Por não conhecerem a origem nem o destino das embarcações, e devido ao elevado número e à forte iluminação visível à distância, os moradores entraram em pânico. Segundo relatos, tratava-se de embarcações de pequeno porte, do tipo iate.

As autoridades locais, após tomarem conhecimento da situação, realizaram diligências e apuraram que se tratava de embarcações de passageiros, embora o seu destino não tenha sido confirmado, uma vez que não foi possível estabelecer comunicação com as mesmas. Em contacto com as autoridades marítimas de Angoche, estas informaram que não tinham registado a passagem das referidas embarcações.

Desde 2025 até ao início deste ano de 2026, os distritos de Liupo, Mugincual e Mossuril têm sido alvo frequente da presença de embarcações desconhecidas, situação atribuída à falta de meios marítimos para a sua intercepção e ao fraco patrulhamento da zona costeira.

Devido ao clima de insegurança, os pescadores locais optam por guardar os seus equipamentos em casa, não mantendo acampamentos na orla marítima. A população refere ainda que a ocorrência de roubos nestas zonas é frequente.

Até ao momento, a situação encontra-se calma, e não há registo de novas movimentações ou sinais das referidas embarcações. (BP)

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