O distrito do Lago, na Província do Niassa, iniciou a construção de uma escolinha no bairro de Sanjala, na vila de Metangula, numa acção enquadrada nos esforços para ampliar o acesso à educação infantil. O lançamento da primeira pedra foi conduzido pelo administrador do distrito, José Achida Assane, na passada quinta-feira (09-04).
A infra-estrutura está a ser implantada ao lado do campo local e nas proximidades da antiga Escola Primária do 2.º Grau (EP2), numa zona considerada acessível para parte da população. Ela surge num contexto em que o ensino pré-escolar ainda enfrenta limitações no distrito, sobretudo ao nível da cobertura e da disponibilidade de serviços.
Durante a cerimónia, que reuniu representantes do município, líderes comunitários, pais e encarregados de educação, o administrador afirmou que a construção da escolinha poderá contribuir para preparar as crianças antes da entrada no ensino primário.
“A intenção é que as crianças cheguem à primeira classe com noções básicas de leitura, escrita e contagem”, disse José Achida Assane.
Ainda assim, residentes ouvidos no local referem que a medida não responde, de forma isolada, a todas as necessidades existentes no sector. Alguns apontam a insuficiência de infra-estruturas, a escassez de professores e a falta de materiais didácticos como desafios que continuam a afectar o acesso e a qualidade do ensino.
“Uma escolinha ajuda, mas há muitas crianças fora do sistema. Precisamos de mais espaços e também de professores”, afirmou um morador do bairro de Sanjala.
Líderes comunitários indicam ainda que, embora o local escolhido beneficie parte das famílias, há zonas mais afastadas que poderão continuar com dificuldades de acesso ao ensino pré-escolar. Para estes, a expansão da rede de educação infantil deverá considerar uma cobertura mais alargada no distrito.
As autoridades locais reconhecem os desafios existentes, mas indicam que o projecto faz parte de um conjunto de acções em curso para melhorar o sector da educação.
Durante o evento, o administrador apelou à participação da comunidade na conservação da futura escolinha, referindo que o envolvimento local poderá influenciar a sua utilização e manutenção.
A obra está a ser financiada pelo Banco Mundial e tem um prazo de execução estimado em nove meses, segundo dados apresentados no local. (Fernasia Faustino)

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