A falta de iluminação na casa destinada aos acompanhantes dos doentes do Hospital Rural de Chiúre está a gerar preocupação entre os utentes, que denunciam insegurança e dificuldades para permanecer no local durante a noite.
A infraestrutura foi construída pelo Conselho Municipal da Vila de Chiúre com o objectivo de acolher os familiares dos pacientes internados no hospital, evitando que estes permanecessem ao relento. No entanto, os beneficiários afirmam que a ausência de energia eléctrica compromete a utilidade do espaço.
José Aniceto, acompanhante de um doente proveniente da localidade de Mazeze, relatou que está há cinco dias no local e que, desde a sua chegada, a casa não dispõe de iluminação.
«“Naquela casa não tem iluminação. Durante a noite a escuridão é total, o que aumenta o medo de cobras, escorpiões e outros bichos venenosos”, afirmou.»
Segundo o entrevistado, muitos acompanhantes evitam dormir na casa devido à insegurança causada pela falta de luz, receando a presença de animais perigosos.
Outro acompanhante explicou que várias pessoas preferem passar a noite junto ao portão do hospital, onde existe alguma claridade. Na sua opinião, não há vantagens em permanecer numa casa sem iluminação, sobretudo porque os familiares precisam de estar disponíveis a qualquer momento para prestar assistência aos pacientes internados.
“Quando somos chamados para atender os nossos doentes, torna-se difícil localizar roupas ou outros pertences devido à falta de luz”, lamentou.
Por sua vez, Amina Sualehe, também acompanhante de um familiar doente, recordou que, em ocasiões anteriores, a casa dispunha de energia eléctrica e até de um televisor para entretenimento e acesso à informação.
“Assistíamos aos programas de saúde e da comunidade, e muitas das informações que recebíamos eram úteis para aplicar nas nossas casas depois da alta dos nossos familiares”, explicou.
Os acompanhantes apelam às autoridades municipais e aos gestores do sector da saúde para que restabeleçam a iluminação no local, de modo a garantir melhores condições de acolhimento e segurança para os familiares dos doentes.
A situação continua a preocupar os utentes, que esperam uma intervenção rápida das entidades competentes para devolver a funcionalidade à casa dos acompanhantes construída para servir a comunidade. (Abel Buruhane)

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