Um senhor, natural de Nampula e residente no bairro de Natiquir, vive com a sua esposa e uma filha de poucos meses. Atualmente está desempregado e procura um trabalho para poder sustentar a sua família.
Durante muito tempo, enquanto viveu na cidade de Nampula, lutou para conseguir um emprego, mas não teve sucesso. O mesmo tem um amigo de infância residente na cidade de Nacala-Porto, na mesma província.
Sempre que conversavam, ele relatava ao amigo todas as dificuldades que enfrentava juntamente com a sua família. Sensibilizado com a situação, o amigo fez várias promessas de procurar um emprego ou qualquer oportunidade para ajudá-lo.
Após combinarem a mudança para Nacala-Porto, o homem conseguiu dinheiro para as passagens dele e da sua esposa, tudo em coordenação com o amigo, que havia garantido o seu apoio.
Na manhã do dia 7 de julho de 2026, ele e a sua esposa partiram para a cidade de Nacala-Porto. No entanto, ao chegarem ao posto administrativo de Namialo, no distrito de Meconta, começaram a ligar para o amigo, mas este já não atendia as chamadas.
Passado algum tempo, o amigo desligou completamente o telemóvel. Mesmo diante dessa situação, o casal decidiu prosseguir a viagem e chegou a Nacala-Porto. Já na cidade, continuaram a tentar contactá-lo, mas o telefone permanecia desligado.
Sem saber o que fazer, o homem dirigiu-se a uma casa localizada no bairro Ontupaia, na zona de 1.º de Junho, onde explicou tudo o que havia acontecido durante a viagem. Foi acolhido temporariamente, na esperança de que o amigo voltasse a ligar.
Por volta das 17 horas, o casal foi recebido por outro senhor, também natural de Nampula, que lhes prestou apoio. Está previsto que, no dia 8 de julho, regressem à cidade de Nampula.
O homem foi criticado por ter levado a família antes de garantir um local para viver e um emprego, em vez de ir primeiro sozinho e, depois de se estabelecer, chamar a esposa e a filha. Ele reconheceu os erros cometidos e prometeu que não voltará a agir da mesma forma.
Por fim, manifestou a sua indignação com a atitude do amigo de infância, afirmando que nunca imaginou que pudesse ser abandonado dessa maneira. (BP)

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