Violação de DH: Quem vai responsabilizar o Governo?


Decorreu, nesta segunda-feira, 17 de agosto, uma mesa-redonda sobre o Plano Nacional de Ação sobre Empresas e Direitos Humanos, que contou com a participação de organizações da sociedade civil, da Associação Nacional de Jovens Empresários, da coordenadora de programas do IMD, da CTA e do Diretor Nacional de Cidadania e Direitos Humanos.

Os participantes estiveram reunidos para debater os principais problemas que afetam a população de Cabo Delgado. Entre as preocupações levantadas, destacaram-se questões recorrentes, das quais citamos algumas: falta de comunicação, falta de inclusão social, falta de transparência entre o Governo, a sociedade civil e as comunidades, ausência de mecanismos seguros de reclamação e empresas que geram impactos negativos, entre outras.

Diante destas preocupações, ficou uma pergunta no ar: “Quem vai responsabilizar o Governo?”

No ato de encerramento, Cláudio Mate, Diretor Nacional de Cidadania e Direitos Humanos, vincou que investir em Cabo Delgado não pode significar apenas extrair recursos, mas também criar oportunidades, gerar emprego, desenvolver as comunidades, construir confiança e garantir que as atividades empresariais contribuam para a prevenção de conflitos e para a promoção da paz.

Falou ainda sobre a importância do Plano Nacional de Ação, destacando que este não deve ser apenas um documento, mas sim um instrumento capaz de transformar compromissos em resultados concretos e de refletir a realidade das comunidades.

“Não queremos apenas investimento em Cabo Delgado; queremos investimentos que deixem um legado de desenvolvimento, oportunidades e dignidade. Negócios responsáveis constroem confiança, os direitos humanos respeitados fortalecem a paz e comunidades incluídas tornam o desenvolvimento sustentável”, disse.

Cláudio Mate reconheceu que o desenvolvimento sustentável só será possível se for inclusivo, baseado nos direitos humanos e acompanhado por uma transformação do plano num documento verdadeiramente participativo e transformador.

Por sua vez, a Diretora Executiva da Promura, Beatriz Chivoco, explicou que a mesa-redonda serviu para despertar e sensibilizar as organizações, considerando a iniciativa muito inspiradora para levar a mensagem às comunidades, principalmente às mulheres e raparigas de Cabo Delgado. (Maria Forquilha)

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