No Posto Administrativo
de Mpiri, no distrito de Balama, sul da província de Cabo Delgado, mulheres
dedicam-se à caça de ratos-do-mato para conseguir dinheiro e, por outro lado,
contribuir para o combate à praga que afecta a zona.
Segundo Sabina John, uma
das mulheres que se dedica à caça de ratos, para além da caça, a actividade
também contribui para combater a praga. No final, os animais capturados são
vendidos para obter dinheiro destinado à sobrevivência das suas famílias.
“Quando conseguimos os
ratos, temos lugares para vender, desde aqui, em Mpiri, até à vila-sede de
Balama, onde há pessoas que os consomem. Quando temos uma quantidade elevada,
levamos para o distrito de Mueda, porque lá o consumo é maior”, explicou Sabina
John.
Sabina John avançou ainda
que, neste ano, a praga de ratos é maior, uma vez que, até ao momento, os
roedores são encontrados inclusive dentro das casas, sendo possível distinguir
entre os ratos-do-mato e os domésticos, que também têm afectado as residências.
A nossa entrevistada
acrescentou que, enquanto os ratos continuarem abundantes neste período, a
situação poderá piorar durante o período de sementeira.
“Para caçar os ratos,
usamos baldes contendo água e, numa noite, conseguimos capturar entre quatro e
cinco baldes de dez litros. Depois, preparamos os ratos e levamo-los ao mercado
para vender”, explicou.
A mesma entrevistada
pediu ao Governo que encontre formas de disponibilizar medicamentos ou outros
meios para reduzir a praga que, neste momento, está a afectar aquela zona.
Entretanto, Wilson
Charles Madunga, director do Instituto Agrário de Balama, disse que, neste
momento, não existe um produto específico para combater a praga de ratos.
Segundo ele, o que pode ser feito é adoptar mecanismos apropriados para
eliminar os roedores. (Abel Buruhane)
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