População denuncia armazém com arroz podre em Nacala-Porto

 

Os residentes do bairro de Ontupaia, arredores do distrito de Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, denunciaram há dias contra um armazém de empresários de origem indiana que conservavam arroz podre que era ser comercializado para os clientes do Norte do país.

Neste contexto, os populares de Ontupaia, sentiram-se obrigados a fazer uma denúncia contra o armazém que esta no interior do quintal dos armazéns da Diamante Oriental, este conservava um produto expirado.

Algumas pessoas ouvidas pelo Mozanorte, incluindo um dos funcionários que foi despedido da empresa por ter alertado ao patronato que o arroz estava podre, deploraram a situação por atentar a saúde pública.

"Eu fui expulso desta empresa por ter informado que o arroz que estava no armazém estava podre, dai foi a real causa que os indianos mandaram-me embora, eu fazia vários trabalhos, como homem de limpeza", disse o ex trabalhador.

"Nós que somos vizinhos deste armazém tivemos conhecimento da existência de um arroz podre que não dá para o consumo humano e nos décimos denunciar, porque este arroz não só se vende aqui em Nacala, em Nampula, e outras províncias, não queremos que a nossa saúde fique em perigo por causa deste arroz podre".

Por sua vez Ruben Mula, Inspector do Instituto Nacional de Actividades Económicas (INAE), disse não confirma sobre a podridão do produto.

"Não confirmo que este produto estar fora do prazo isto é, não estar apropriado para o consumo, o que vamos fazer é de levar o produto para o laboratório de Análise de alimentos e daí apuramos a verdade se dá ou não para o consumo, neste caso prometemos ter os resultados dentro de 8 à 9 dias " explicou o inspector.

Na tentativa de ouvir os proprietários do armazém, cidadãos de origem indiana estes não prestaram declarações à imprensa.

De Salientar que este é o primeiro caso de denúncia por populares em um armazém que contém produtos fora do prazo.

Ao nível da província Delegado do INAE, confirmou existência de arroz supostamente podre e que trabalhos de observação laboratorial está em curso. (Gabriel Cassimo)

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