Os compradores e vendedores de lagostas no Posto Administrativo de Quinga, distrito de Liúpo, província de Nampula, continuam a resistir ao pagamento das licenças de exploração de lagostas e de gaiolas, apesar de exercerem esta atividade há vários anos.
As autoridades responsáveis pela cobrança dessas licenças afirmam que, no mês passado, reuniram-se com todos os proprietários envolvidos nesta atividade na praia de Namelene, no Posto Administrativo de Quinga, para sensibilizá-los sobre a necessidade de regularização.
Entretanto, nenhum dos operadores se voluntariou para efetuar o pagamento das licenças, embora os compradores chineses continuem a deslocar-se ao local para adquirir os produtos.
Durante o último empacotamento de lagostas, realizado no dia 14 de junho de 2026, com início às 6h30, as autoridades decidiram adotar uma nova estratégia.
Segundo a medida implementada, nenhum vendedor poderia pesar as suas lagostas para venda aos compradores chineses sem antes efetuar o pagamento de, pelo menos, uma das licenças exigidas para o exercício da atividade.
Alguns operadores afirmaram não ter dificuldades em efetuar o pagamento, uma vez que a atividade lhes permite sustentar as suas famílias.
Desta forma, os vendedores foram obrigados a pagar inicialmente a licença de exploração, no valor de 830 meticais, ficando ainda pendente o pagamento da licença das gaiolas. As autoridades garantem que continuarão a trabalhar junto dos operadores que ainda não regularizaram a sua situação.
Por sua vez, os proprietários apresentaram uma preocupação recorrente relacionada com a segurança das gaiolas. Segundo relataram, as lagostas armazenadas nas gaiolas são frequentemente roubadas, sobretudo nos dias que antecedem a venda. (BP)

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