Balama: Libertos os 12 injustiçados detidos após protestos por compensações de terras

 

As 12 pessoas detidas durante os protestos pacíficos em Balama, província de Cabo Delgado, foram libertadas após mais de duas semanas sob custódia das Forças de Defesa e Segurança (FDS). 

Os manifestantes, oriundos de oito comunidades locais, reivindicavam compensações justas pela ocupação das suas terras pela mineradora australiana Syrah Resources, responsável pela exploração de grafite naquela região.

A informação foi confirmada por moradores locais que lembram que naquele dia houve uma operação das forças especiais da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), que utilizaram armas e gás lacrimogéneo, perseguindo os manifestantes.

Reinício das operações mineiras

Com o afastamento das comunidades, a Syrah Resources retomou as actividades de exploração de grafite.

A zona em redor da mina permanece sob forte vigilância militar, o que, segundo os moradores dificulta a circulação normal das comunidades vizinhas, inclusive para actividades básicas como a recolha de estacas para lenha.

Compensações ainda por esclarecer

Apesar da libertação dos manifestantes e da reactivação das operações, o impasse sobre as compensações pelas terras continua. Algumas famílias chegaram a assinar acordos antes da retirada forçada, mas grande parte da comunidade permanece sem respostas do governo ou da empresa. As comunidades afectadas incluem todas do posto administrativo de Balama-Sede. Mozanorte

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