Caos atrás das grades: Penitenciária de Mecanhelas em colapso, denuncia Jaime Paculeque

Uma situação alarmante na penitenciária de Mecanhelas, Niassa, norte de Moçambique, onde os direitos humanos dos reclusos estão sendo violados diariamente. Celas superlotadas, condições insalubres e falta de julgamentos, são apenas alguns dos problemas que assolam àquela instituição.

As celas estão superlotadas, com mais de 100% da capacidade projectada, o que cria um ambiente insalubre e propício à violência e ao estresse para os detidos.

De acordo com as pesquisas, as 4 celas da penitenciária, projectadas para acomodar 12 reclusos cada, abrigam actualmente 24 detentos. Os reclusos estão dormindo em condições desumanas, "feitos carne na grelha", sem conforto ou higiene. Além disso, a penitenciária está infestada de percevejos, o que agrava ainda mais a situação de miséria.

Muitos dos detentos estão sendo mantidos em cárcere privado sem julgamento outra situação grave, o que é uma clara violação dos seus direitos constitucionais e uma negação da justiça. Pelo menos 14 dos 24 reclusos de cada cela estão esperando pelo seu julgamento, alguns há mais de 8 meses presos, sem terem tido a oportunidade de defender-se em um tribunal.

O juiz presidente do tribunal judicial de Mecanhelas, Rodolfo Rocha, em entrevista à imprensa local, alegou que a situação é agravada pela insuficiência de recursos humanos e pela falta de colaboração de pessoas envolvidas em alguns casos, o que contribui para a demora nos julgamentos.

A situação na penitenciária de Mecanhelas é um escândalo que precisa ser exposto e resolvido. A comunidade internacional e as autoridades moçambicanas devem tomar medidas urgentes para resolver essa crise e garantir os direitos humanos dos reclusos.

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