Chuvas e ventos fortes "fazem das suas" no Niassa



Chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes, que se fazem sentir desde a tarde deste domingo na província do Niassa, deixaram várias famílias sem teto e sem alimentos, com maior incidência nos distritos de Lichinga e Sanga.

Sem números oficiais sobre o total de casas destruídas, informações preliminares indicam que dezenas de residências ruíram totalmente, enquanto outras sofreram danos severos, sobretudo a remoção de coberturas. 

Na cidade de Lichinga, a situação foi mais crítica na zona do rio que liga Chiuaula à UP, cujo caudal subiu consideravelmente, dificultando a transitabilidade e provocando o colapso de várias habitações erguidas nas proximidades.

No bairro da UP, moradores relataram que a água invadiu casas em poucos minutos, não dando tempo para salvar bens essenciais. “Graças a Allah, a minha casa não caiu nem perdeu o teto, mas a água entrou de repente e não consegui salvar quase nada”, contou Hélder Bazilho, residente naquela zona. 

Segundo explicou, no momento em que a chuva começou encontrava-se fora de casa, tendo sido a esposa quem presenciou a entrada repentina da água.

No distrito de Sanga, a situação não é diferente.

De acordo com relatos recolhidos no terreno, paredes de várias casas cederam e telhados foram arrancados pela ventania, afetando igualmente algumas infraestruturas públicas, com destaque para escolas que ficaram sem cobertura.

Camponeses dizem ter sido duramente afetados, sobretudo pela perda de produtos agrícolas e sementes guardadas para a presente época de sementeira. Iassine Chilombe, residente no distrito de Sanga, lamentou a situação.

“Estávamos no campo de produção quando um vizinho ligou a informar que a nossa casa tinha ficado sem cobertura. Quando chegámos, toda a alimentação e as sementes de feijão estavam alagadas. Os utensílios molharam-se e não sei se ainda vão funcionar. Tudo isso foi adquirido com muito sacrifício.”

Neste momento,  Mozanorte aguarda os dados oficiais do levantamento estatístico que estão a ser produzidos pelos serviços competentes, responsáveis pela gestão de desastres naturais, para apurar a dimensão real dos prejuízos humanos e materiais causados por este fenómeno climático. (Ma Mataka)


Para relatar informações da sua comunidade no norte de Moçambique, mande um e-mail para mozanorte@gmail.com e agente publica sem burocracia. Quanto a publicidade também use a mesma forma de contacto. Os preços da publicidade são mesmo baratos. Se quiser apoiar o jornalismo comunitário no norte de Moçambique também nos contacte pela mesma via. Obrigado pela atenção.

Post a Comment

0 Comments