Num momento em que se levantam preocupações sobre a alegada escassez de logística nas forças destacadas para conter o terrorismo em Cabo Delgado, surgem relatos de militares a venderem alimentos à população civil na vila de Macomia.
De acordo com testemunhos locais, alguns militares têm sido vistos a comercializar géneros alimentícios que, segundo se acredita, poderão ter origem nos quartéis.
“Vimos militares a vender arroz, feijão e até óleo. Não sabemos se trazem de fora ou se são os mantimentos que deviam ser para eles”, afirmou um residente sob anonimato.
Uma fonte militar, em contacto com a nossa redacção, confirmou que o processo de distribuição de mantimentos aos quartéis tem sido “muito rigoroso nos últimos tempos” e sugeriu que, caso os alimentos estejam de facto a ser desviados, é provável que provenham das cozinhas militares.
“Há controlo apertado sobre os armazéns e o transporte.
Se alguém está a vender comida, é importante que se denuncie, para que se
apurem responsabilidades e se evite o comprometimento das operações no
terreno”, apelou a fonte. (Mozanorte)

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