O Conselho Comunitário de Pescadores (CCP) de Quinga, no distrito de Liúpo, recusa-se a trabalhar na torre de fiscalização localizada na praia de Namelene, devido à alegada falta de subsídio para os membros que deveriam prestar serviço diariamente.
O CCP actua como elo de ligação entre os pescadores e as autoridades marítimas. No entanto, o Governo ainda não introduziu o pagamento de subsídios a este grupo, o que torna difícil a permanência na torre de fiscalização durante dias, semanas, meses e até anos, sem qualquer apoio financeiro que permita aos membros sustentar as suas famílias.
Conforme apurou "Mozanorte", já passou uma semana desde a inauguração da torre, mas até ao momento a fiscalização ainda não teve início devido a esta situação.
Refira-se que o projecto ou a associação do meio ambiente (AMA), apenas disponibilizou fardamento a todos os membros do CCP, e não contemplou o subsídio.
Segundo os membros do CCP, que falaram ao Mozanorte sob condição de anonimato, não existem condições mínimas no local para a permanência de uma pessoa durante 24 horas, uma vez que não há sombra, nem alimentação para os fiscais que ali estariam em serviço.
Os mesmos afirmam ainda que não é aceitável que o projecto AMA, em conjunto com os seus parceiros, monte uma torre de fiscalização num local e prive pais de família de exercer as suas atividades, sem qualquer tipo de benefício.
Por fim, os membros do CCP pedem mais esclarecimentos sobre como será conduzido o processo de fiscalização sem subsídio e sem alimentação no posto de trabalho. (BP)

0 Comments