Jornalistas de órgãos privados não são considerados em Cabo Delgado



É uma alegação do conhecido jornalista desportivo de Pemba Jackson Basílio, que não está satisfeito com apenas atribuição de certificados enquanto em ocasiões passadas, os destacados era igualmente incentivados por valores monetários.

A Direção Provincial da Juventude, Emprego e Desporto realizou, no mês de dezembro último, a terceira Gala do Desporto, onde foram distinguidos vários desportistas que se destacaram em 2024. Entre as categorias premiadas constavam Jornalista Desportivo do Ano, Atleta do Ano, Treinador, Dirigente, Associação Provincial e Clube do Ano.

Em entrevista ao nosso jornal, Jackson Basílio, eleito Jornalista Desportivo do Ano, disse ter ficado surpreendido com a forma como os prémios foram entregues, uma vez que, apesar de as categorias mencionadas constarem no convite, não foram premiadas com valores monetários. Referia-se, concretamente, às categorias de Jornalista Desportivo do Ano, Atleta do Ano e Treinador do Ano.

A fonte avançou, por outro lado, que os jornalistas de órgãos privados não são valorizados, razão pela qual não recebeu qualquer valor monetário, tendo sido distinguido apenas com certificados.

O jornalista, que participou nesta gala em representação de três órgãos de comunicação social para os quais prestava correspondência, recordou que, em 2023, na primeira edição da gala, o vencedor da categoria de Jornalista Desportivo foi premiado com valores monetários, tal como aconteceu em 2024.

“Por que razão, em 2025, não houve premiação nesta categoria? Será que não mereci esta distinção? As pessoas não se preocupam com a minha profissão. Sou jornalista desportivo por mérito e vou continuar a contribuir para o desporto nesta província, na área da comunicação”, disse.

Numa outra abordagem, o profissional referiu ainda que o prémio de Atleta do Ano foi atribuído a uma menina de Tay Koundu, que merecia receber pelo menos algum valor monetário para a compra de material escolar, como forma de incentivo e de mobilização de outras meninas para a prática desportiva. No entanto, tal não aconteceu, talvez por ter sido deixado para outro fórum.

O jornalista afirmou igualmente que ficou muito preocupado por ter recebido várias chamadas de pessoas ligadas ao desporto, questionando por que razão não foi premiado com valores monetários e recebeu apenas certificados, quando, em edições anteriores, colegas seus tinham sido distinguidos com valores. Disse ainda que nunca obteve uma resposta clara, chegando à conclusão de que os jornalistas dos órgãos privados não são considerados.

Vale sublinhar que Jackson Basílio é jornalista desportivo com passagens pela Rádio Sem Fronteiras, Pemba Oye, Jornal Nós da capital do país, tendo sido correspondente do Jornal Desafio (2024) e do Jornal Ngani, em Nampula. Atualmente, é correspondente da Rádio Islâmica Haq, com sede em Nampula, apresentador do programa desportivo na Jos TV, com sede na cidade de Pemba, e comentador desportivo residente em Pemba, na Rádio Moçambique, Delegação de Cabo Delgado.

Importa ainda lembrar que, nesta terceira gala, foram premiadas outras áreas, nomeadamente o Voluntariado, com 50.000 meticais, o Conselho Provincial de Desporto, com 230.000 meticais, e a Associação do Ano, com 100.000 meticais, entre outras. (Abel Buruhane)

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