Quatro crianças afogam-se em água estagnada em Liupo


As chuvas que caem desde o mês de dezembro do ano passado no distrito de Liupo deixaram água estagnada em charcos, rios e pequenas lagoas. As crianças costumam brincar e nadar nesses locais.

Ontem, dia 21 de janeiro de 2026, quatro crianças perderam a vida num dos charcos com água estagnada, na vila-sede do distrito de Liupo. A situação deixou grande parte da população local profundamente triste devido à morte das crianças.

As vítimas tinham idades compreendidas entre 7 e 10 anos. Após o acontecimento, as autoridades distritais fizeram-se presentes no local, nomeadamente o Administrador do distrito, o Comandante distrital, o Secretário Permanente, entre outros responsáveis.

Segundo as nossas fontes que estiveram no local, as autoridades máximas do distrito prestaram apoio às famílias enlutadas e afirmaram que, em conjunto, irão realizar ações subsequentes para lidar com a situação.

De acordo com o relato de outras crianças que estavam no local, inicialmente encontravam-se numa árvore de jambolão a consumir os frutos e, posteriormente, decidiram ir tomar banho naquele charco, onde costumavam brincar.

Trata-se de um charco muito fundo, com água suja. As crianças explicaram que havia uma zona mais profunda onde, em outros dias, não costumavam chegar. Foi nesse local que as vítimas se afogaram, ficando presas debaixo de água devido à grande quantidade de lama (matope), não conseguindo mais sair. Os amigos chamaram pessoas que estavam por perto para pedir ajuda ao perceberem o que estava a acontecer.

Uma equipa multissetorial também esteve no local, composta pelo SERNIC, pela Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial (PCLF) e pelo setor da Saúde, com o objetivo de concluir os trabalhos e proceder à entrega dos corpos às famílias para a realização das cerimónias fúnebres.

As autoridades competentes do distrito de Liupo alertam para a necessidade de intensificar o trabalho de prevenção, uma vez que se trata de uma zona com muitos riachos, água parada, pequenas lagoas e charcos, locais onde as crianças costumam brincar.

As autoridades apelaram ainda à população para que ajude a vigiar e controlar as crianças, evitando que frequentem locais de risco, de modo a impedir que ocorram novamente tragédias do género no distrito. (BP)

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